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quinta-feira, 5 de junho de 2014

poeminha fenomenológico

meus amores, a fenomenologia em poema do pessoa...

O guardador de rebanhos
...                               

II - O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Kant e a antinomia do juízo de gosto


Esse é o ponto fundamental da estética kantiana, o fato do que o juízo de gosto não pode ser enquadrado

em coerções objetivas, normas cognitivas, tampouco pode ser considerado um tema de ordem privada (tal como é o agradável). Tal é o tema explicado de forma bastante clara pelo professor Pedro Costa Rego, abaixo segue os links para sua palestra a esse respeito, deixo aqui para vocês!

http://youtu.be/l8AaPND8NAA

http://youtu.be/QV6nYy2XHD0


Abaixo notas sobre a conclusão de Kant ao fazer sua "Analítica do belo"

Observação geral sobre a primeira seção da analítica
§ Gosto: Faculdade de ajuizamento de um objeto em referência à livre conformidade a leis da faculdade da imaginação;
§ Neste caso a imaginação é produtiva e espontânea, autora de formas arbitrárias de intuições possíveis;
§ Ela é conforme a leis, só o entendimento fornece leis, mas o acordo entre imaginação e entendimento é subjetivo sem concordância objetiva, pois se trata de uma conformidade a leis sem lei;
§ Juízo de gosto puro: liga imediatamente e sem consideração do uso ou de um fim complacência ou descomplacência à simples contemplação do objeto;
§ A conformidade a regras que determina é um fim com respeito ao conhecimento, mas isso não é entretenimento livre e indeterminadamente conforme a um fim no qual é a faculdade de entendimento que está a serviço da faculdade de imaginação e não o contrário;

Só onde não se encontra uma intenção pode haver o jogo livre das faculdades de representação, onde a coerção (do entendimento) é maximamente evitada, a liberdade da faculdade de imaginar é impulsionada e o gosto pode mostrar sua máxima perfeição em projetos desta faculdade.


Abraços!

sábado, 8 de março de 2014

A humanização pela arte e pela beleza! Um papo com Adélia..

Queridxs, esse vídeo da Adélia Prado que comentei com vocês! Ela fala lindamente, de um jeito poético e comovente sobre a universalidade do sentimento do belo e da impossibilidade de defini-lo. Da impossibilidade também de explicar o processo criativo. Ok, ela é uma poetisa, seu material são as palavras, mas vale para todos os tipos de arte e para toda comoção pelo belo, seja onde for! Kant não diria, jamais, o belo tão belamente! Bravo, assistam!



Abraços!

domingo, 20 de outubro de 2013

Analítica do Belo - momentos do juízo de gosto

Abaixo o resumo dos quatro momentos do juízo de gosto sobre o belo, presentes na analítica do Belo da "Crítica da faculdade do juízo":

Primeiro momento do juízo de gosto, segundo a QUALIDADE: Gosto é a faculdade de ajuizamento de um objeto ou de um modo de representação mediante uma complacência ou descomplacência independente de todo interesse. O objeto de uma tal complacência chama-se belo.”

§ AGRADÁVEL É O QUE DELEITA, BELO É O QUE APRAZ E BOM AQUILO QUE ESTIMADO;

Segundo momento do juízo de gosto, a saber, segundo sua QUANTIDADE: Belo é o que apraz universalmente sem conceito

Terceiro momento do juízo de gosto, segundo a RELAÇÃO DOS FINS QUE NELE É CONSIDERADA: “Beleza é a forma da conformidade a fins de um objeto, na medida em que ela é percebida nele sem a representação de um fim.”

Quarto momento do juízo de gosto segundo a MODALIDADE da complacência no objeto: “Belo é o que é conhecido sem conceito como objeto de uma complacência necessária”