terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Fóruns 1 e 2

Pessoal, como combinado em sala, todas e todos devem publicar aqui no fórum suas impressões de leitura do prefácio do livro "O que é filosofia antiga?". Isso comporá a  nota final da disciplina. 

Primeira proposta: Para provocar a discussão peço que me digam o que entenderam dessa proposta de pensar que o modo de vida é uma possibilidade para definir o fazer filosófico em uma certa oposição à teoria. 

Segunda proposta: Considerando a situação da "filosofia antes de filosofia" de acordo com Hadot, comente o que é cosmogonia e como, em sua concepção, se dá a passagem para o conhecimento racional por meio da dicussão sobre physis.
Considerando a acepção (a definição) o surgimento da noção de filosofar aprofunde o debate do fórum anterior sobre a filosofia como modo de vida (saber-fazer). 

Podem comentar a resposta um.as dos.as outros.as!

68 comentários:

  1. A minha Resposta vale pelos dois fóruns.
    Mensagem:
    Tomar a filosofia como modo de vida, não é necessariamente que o filósofo faça discursos baseados na vida que se leva, o filosofo pode discursar sobre as filosofias e não seguir aquele modo de vida, é relativo. Tem filosofos que vão seguir o discurso que se faz como modo de vida já outros não. Pelo que entendi no contexto do texto na filosofia antiga muitos filosofos faziam uma filofosia racional, porem a cosmogonia junto com a physis já existia muito antes de estabelecer o pensamento racional.Devido a isso teve o processo de transformação. A cosmogonia é baseada nos antepassados para entender o presente e o futuro, sendo assim o cosmo é uma força superior que tem uma ligação com processos dos elementos do universo.
    Autor(a):
    REBECA PAULA

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    1. Olá Rebeca, considerando toda a relação que Hadot estabelece entre o pensamento socrático e a vida de Sócrates, você considera correto afirmar que é "relativo não seguir aquele modo de vida?"

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  2. Resposta 1:
    A minha resposta sobre essa questão é seguinte, pois com uma leitura rigorosa do texto eu podia entender que, segundo as ideias de Hadot ele quer dizer que o discurso filosófico deve ser entendido como modo de vida, em que simultaneamente é o meio e a expressão, porem a Filosofia, era antes de tudo entendida como modo de vida que, de uma forma ou outra é ligada ao discurso filosófico. E ainda Hadot nos chamou atenção dizendo, que não podemos mais colocar o modo de vida como se fosse respectivamente á prática e á teoria, pois o próprio discurso pode assumir um aspecto prático quando ele tende a produzir um efeito com ouvinte e o leitor, e ao passo que o modo de vida pode até não ser teórico de uma forma evidente, mas pode ser contemplativo.

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  3. Resposta 2:
    1-Comente o que é a cosmogonia e como, em sua concepção, se dá a passagem para o conhecimento racional por meio da discussão sobre physis.
    R:Com base numa rigorosa leitura de texto de apenas 20 páginas, de francês Pierre Hadot chamado “Filosofia antes da Filosofia” e de acordo com outras leituras, foi notável que etimologicamente a palavra cosmo na língua grega é a mesma coisa dizendo “mundo” e já quando a palavra cosmo vai juntando com a palavra gonia, vai passar ganhando um outro sentido, ou seja, a cosmogonia é a especulação sobre a origem e formação do mundo, e especulações essas embasados em muitos mitos religiosos e na filosofia dos pré-socráticos, principalmente Tales de Mileto, o primeiro a buscar a origem de todas as coisas, acreditando encontrá-la na água, considerada por ele como a substância primordial do universo. Mas também já existiam cosmogonias, isto é, a forma de explicar a origem de mundo no Oriente Médio e também na Grécia arcaica, mas essas explicações eram sustentadas por mitos, por outras palavras eles descreviam a história ou origem de mundo como uma luta entre entidades personificadas. A explicação religiosa vai dizendo que o mundo começou desde a separação de água com a terra, dia com a noite, construção de homem e animais, etc. baseado na Gênese segundo bíblia. Essa explicação vai buscar conduzir o destino de um povo á memória dos ancestrais e buscar uni-los ás forças cósmicas e ás gerações dos deuses. Cosmogonia tem como objeto criação do mundo, criação de Homem e criação do povo.
    Segundo Naddaf explica que embora os antigos gregos essa narração mítica da origem cós-mica por uma teoria racional do mundo eles sempre conservam o esquema ternário que estruturava as cosmogonias míticas e eles propõem uma explicação de origem de mundo, do Homem e a cidade de uma forma “racional” porque essa teoria não procura mais explicar o mundo baseando nas lutas entre entidades personificadas, mas por uma luta de realidades “físicas” e a predominância de uma sobre outras. Então essa transformação radical pela qual surgiu nova teoria racional foi chamada de Physis que pode ser traduzida por natureza, mas seu significado é mais amplo. Refere-se também à realidade, não aquela pronta e acabada, mas a que se encontra em movimento e transformação, a que nasce e se desenvolve e o resultado de um pro-cesso pelo qual uma coisa se constitui.
    Em suma, percorrendo outras leituras cabe assim dizer que, a palavra significa gênese, origem, manifestação. Physis também é levantar a questão da origem de todas as coisas, a sua essência, que constituem a realidade.

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    1. Interessante pesquisa, mas quem é?

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    2. Certo, faltou falar da relação com o surgimento da noção de filosofar e da filosofia como modo de vida também nessa questão.

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  4. Quanto a maneira de pensar o modo de vida como possibilidade de definir o fazer filosófico, segundo o autor Pierre Hadot, um modo de vida não se situa no fim do processo de atividade filosófica como uma espécie de apêndice acessório, mas sim na origem, em complexa interação entre a reação crítica a outras atitudes existenciais, a visão global de certa maneira de viver e de ver o mundo, e a própria decisão voluntária. E essa opção determina até certo ponto a doutrina e o modo de ensino dessa doutrina. Assim, podemos dizer que, o discurso filosófico tem a sua origem em uma escolha de vida e em uma opção existencial e não o contrário. Tudo isso quer dizer que o discurso filosófico deve ser compreendido na perspetiva de modo de vida no qual ele é ao mesmo tempo o meio e a expressão e, em consequência que a filosofia é, uma maneira de viver, mas está estreitamente vinculada ao discurso filosófico.

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    1. Você tocou no ponto fundamental, mas quem é?

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    2. Joel Isidoro Lopes R.C.Gonçalves

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    3. Sim, concordo com sua resposta. Será uma escolha seguir ou não uma doutrina filosófica como modo de vida, vai depender do que a pessoa busca seguir na vida, com base nos valores morais existentes em cada ser.

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    4. Legal a discussão Rebeca e Isidoro! Rebeca, acho que isso encaminha para um entendimento diferente do que você havia proposto, não?

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  5. Primeiramente quanto a noção da cosmogonia, ela é qualquer que seja o modelo relacionado a existência ou seja a origem da existência que seja do mundo (cosmos) ou da chamada realidade dos seres sencientes. Segundo Pierre Hadot no seu texto, as cosmogonias já existiam na Grécia arcaica , mas elas eram do tipo mítico, o que quer dizer que descreviam a história do mundo como uma luta entre entidades que não eram reais. Mas segundo G. Naddaf essa passagem para o conhecimento racional se deu quando os primeiros pensadores gregos começaram a substituir esta narração mítica por uma teoria racional do mundo, onde eles conservam o esquema ternário que estruturava as cosmogonias míticas.Eles propõem uma teoria da origem do mundo, do homem e da cidade. Para Hadot, essa teoria é racional porque procura explicar o mundo não por uma luta entre os elementos, mas por uma luta entre as realidades físicas e a predominância de uma sobre as outras.

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    1. oi professora, sou eu Joel Isidoro Lopes Rodrigues C. Gonçalves

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    2. Certo Joel, respondeu bem sobre cosmogonia, faltou apenas fazer o vínculo com a noção de filosofar e com a filosofia como modo de vida.

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  6. Unknown3 de janeiro de 2019 15:13
    Considerando a situação da "filosofia antes da filosofia" de acordo com HADOT, a cosmogonia é percebida como as primeiras explicações dadas acerca da origem do mundo. Essas explicações eram dadas de formas "míticas", baseadas nas crenças ou fé religiosa de um "povo", os antigos gregos ,por exemplo, São "mitos" ligados a forças divinas . Pois segundo HADOT, descreviam a história do mundo como uma luta entre entidades personificadas. E, em minha concepção, se da a passagem para o "conhecimento racional" por meio da discussão sobre "PHYSIS", através de explicações racionais do mundo, que deu de forma radical na história do pensamento. É Considerado "conhecimento racional" porque deixou de explicar o mundo por elementos míticos , mas procura percebe-lo por luta entre realidades "físicas". Assim, todas as teorias racionais são influenciadas por esse esquema cosmogônico original.

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    1. Não entendi como as teorias racionais são influenciadas pelo esquema cosmogônico.

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  7. Quanto ao assunto de pensar o modo de vida como uma possibilidade para definir o fazer filosófico, como se sabe o discurso filosófico tem a sua origem numa escolha de vida, esse discurso não é algo criado ou preparado sem um determinado modo de vida uma vez que o modo de pensar e de viver, os efeitos que produzem são factores na quais os discursos filosóficos se originam. Esses discursos filosóficos ao tomar conhecimento sobre eles, um certo indivíduo ganha a capacidade a cerca do modo de vida que está vinculado a esse tal discurso filosófico.

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    1. Ainda não explicou porque o modo de vida é anterior ao discurso e sua origem segundo Hadot. Tampouco me disse quem é.

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  8. O homem é um ser que questiona e que não deixa de ser questionado.
    Ele procurou,procura e procurará o porque das coisas, uma delas é a cosmologia, que é interpretada nos primeiros momentos por marcações miticas, religiosos personificadas do universo,más esta ideia foi contestada com o nascimeto do pensamento racional que centralizou entre as relações fisicas para explicar o mundo.Esta explicação da cosmologia a partir de physis é essencial e foi abordada por platão que o concebe como movimento que gera a si mesmo sendo ele um decalque da alma.

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    1. Nembali, cosmogonia é diferente de cosmologia.

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    2. Antes de mais agradeço a professora pela correcção,porém estava equvocado a responder questão anteormente,mas depois da releitura e analisedo texto e demais outras experiencias pudi responder questáo de seguinte maneira:
      O homem é um ser que questiona e que deixa ser questionado impelido por uma força motriz. Ele sempre procurou, procura e procurará desvendar o sentido e o porquê das coisas, uma delas como explica Hadot é a cosmogonia interpretada nos seus primórdios por narrações míticas e religiosas, a personificação dos seres sobrenaturais como elementos explicadora dos corpos celestes, do mundo e do universo, ou na perspectiva de Naddaf que afirma ser o objetivo da cosmologia entender e explicar a criação do mundo, criação do homem e criação do povo, começando desde o seu Gênesis em analogia ao livro bíblico de Gênesis "livro das gerações destinada a conduzir um povo a memória de seus ancestrais e a uni-los as forças cósmicas e às gerações dos deuses", porém esta acepção dos povos que habitavam o Oriente Médio e os gregos da Grécia arcaica foi contestada e confutada com o nascimento do pensamento racional alegando que só podemos explicar as verdades físicas a partir de elementos físicos, e que por sua vez inseriu na procura para explicar o mundo por uma luta entre realidades físicas. Esta explicação da cosmogonia é essencial e foi abordada pela primeira vez por Platão que o concebe como movimento que gera a si mesmo sendo ele, nascido não do automatismo da physis como pretendiam os gregos da Grécia arcaica e os povos que habitavam o Oriente Médio, mas da racionalidade da alma, princípio primeiro, anterior a todo.

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  9. "A filosofia como modo de vida". Durante a leitura e análise do texto, entendi que esta proposta de definição encaixaria prefeitamente se for atribuida como o conceito da filosofia, no meu ponto de vista, porém segundo autor, "o modo de vida não se situa no final da atividade filosófica, más a contrário".
    Com esta ideia de autor dá para perceber que a filosofia está inserida na nossa vida quotidiana,ou seja não é algo mais de que o modo de vida, de comportar, de pensar e compreender o mundo,cada povo tem o seu modo de vida, por tanto tem a sua filosofia, que são as nossas proprias decisões voluntarias, pois ela não só consiste em resolver os problemas teoricas,más também faz parte de resoluções dos nossos atos de filosofar e das nossas formas de viver.

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    1. Legal suas resposta Nembali, só faltou linkar uma com a outra. Também gostaria de saber a fonte de sua pesquisa para a resposta anterior. Essa citação aqui que você fez nessa é o ponto mais importante da resposta.

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  10. relação a primeira proposta, penso que o fazer filosófico é sim uma possiCombilidade para que o mesmo se defina como modo de vida, nesse caso, esse modo de vida se opõe a teoria no sentido de que as vivências acabam por levar ao pensamento filosófico. a proposta se torna viável no tocante a entender que, como cada indivíduo entende qual é a melhor maneira de pensar sobre sua própria vida, quando a moral e ética por exemplo.

    Na segunda proposta, Hadot elenca diversos pensadores que, dentro de sus áreas de pensamento, propuseram uma explicação racional do mundo, essas proposições pode ser vista como um contraponto a cosmogonia que eram conjuntos de teorias que procurava explicar a origem do universo, como foram formadas todas as coisas condicionando essa criação ao campo mítico onde os deuses exerciam esse papel dentro de uma cultura específica. Por conseguinte, acaba por existir uma reviravolta na história do pensamento que até então se concentrava no campo mítico. a Discussão por meio da physis buscou por mudar o paradigma dominante, trazendo a razão como a melhor maneira de conhecer o universo e sua formação.

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    1. Hodair, você acha que há uma oposição entre "teoria" e "modo de vida". O que seria a physis?

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    2. Talvez eu não tenha compreendido muito bem essa relação e afirmado a existência de uma oposição, nesse sentido posso então buscar compreender que uma coisa possa estar ligada a outra criando uma relação de "causas e efeitos" logo o discurso(teoria) participa do modo de vida, já que a filosofia é uma maneira de viver

      A Physis é o conjunto de tudo o que compreende como o inicio e o resultado do processo pelo qual uma coisa se constitui dentro da racionalidade natural.

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    3. Legal Hodair, embora o caminho da causalidade (causa e efeito) não seja o melhor, você conseguiu pensar numa boa estratégia para vincular modo de vida e teoria!

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  11. 1ª Proposta

    Sobre esta proposta de pensar que ‘’o modo de vida é uma possibilidade para definir o fazer filosófico em uma certa oposição à teoria’’, começo por dizer que, o autor traz no prefácio de seu livro, uma demonstração que diferencia a representação filosófica dos antigos filósofos ao da filosofia atual, numa perspectiva crítica, colocando-se a oposição das teorias que segundo Hadot poderia ser denominado ‘’ filosofia geral’’ que leva o homem a fazer uma escolha de vida e que o leva à um único comportamento, ao contrário dessas teorias, o modo de vida influencia o fazer filosóficos porque a maneira como o homem vê o mundo e como se entrega determina o conjunto de pensamentos contidos do sistema filosófico e a forma como esse pensamento é ensinado, isso se deve ao fato de que a atividade filosófica deve ser entendida como modo de vida que é ao mesmo tempo um meio de expressão.

    2ª Proposta

    De acordo a minha percepção no que tange a mensagem trazida por Hadot, cosmogonia é a descrição da criação de três objetos: ‘’ o mundo, o homem e o povo’’. E a passagem para o conhecimento racional por meio da discussão sobre physis no que pude perceber, se dá através da explicação do mundo de acordo as realidades físicas e a predominância dos elementos do mundo sobre essas mesmas realidades físicas.

    André Pascoal Gaspar

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    1. Andelson, como você chegou a essa conclusão acerca da noção de cosmogonia?

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    2. Aliás, é Anderson ou André?

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    3. É André, Andelson é o meu nome popular.

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  12. Filosofia antes da filosofia
    Segundo a discusão apresentada por Pierre Hadot, conceitua-se o termo cosmogonia ao conjunto de doutrinas míticas que vivasam dar explicações sobre a origem do cosmo/mundo.
    Segundo o termo apresentado por Hadot (filosofia antes da filosofia), percebo que o mesmo aborda as análises científicas que foram desdobradas antes da conceituação do termo filosofia . Antes da filosofia como a temos hoje, já existia cosmogonia, porém, estas eram baseadas nas mitologias da época, em que por meio delas, se procuravam dar uma explicação plausível das origens de todas as coisas.
    Com o aparecimento dos Jônicos há uma grande reviravolta em atenas. Estes eram monistas, ou sejá, admitiram como origem da realidade um único princípio. Os pré-socráticos não mais se apegam nas mitologias mas na physis (natureza), pois assim, foram considerados também de filósofos da natureza. Eles buscavam então, por meio da physis, dar uma explicação orgânica, racional e sustentável sobre a origem de todas coisas. Eis algumas das suas afirmações:
    • A origem de tudo quanto existe é uma substância imaterial. – Tales de Mileto
    • Os elementos constituitivos dos corpos, para Anaxágora e atomistas, são eternos, imutáveis e incriados.
    • Anaxágora concebeu uma força, uma inteligência organizadora, a que chamou Nous ou Razão. O Nous de Anaxágora aparece como uma forma de explixar a ordem do mundo.
    Portanto, vemos aí com algumas destas alegações, que já não se explica as questões cosmogônicas a partir das mitologias, mas sim, por via da razão que estes filósofos procuravam dar po meio da physis.

    Filosofia como modo de vida

    Como vimos no texto de Pierre Hadot, a estes Jônicos, lhes eram atribuidos o estatutus de amantes da sophos (sabedoria) como vimos nas palavras do rei da Lídia (não ignoro absolutamente que, por amar a sabedoria precorreste muitos países por causa do teu desejo de conhecer). Filósofo então, seria o amante da filosofia ou mesmo, aquele que detêm o saber em si.
    Posteriormente, depois das definições elaboradas por Platão, a filosofia passa a ser considerada como modo de vida, como toda atividade humana. Ela já não se centra nas concepções elaboradas por estes filosofos anteriormente, mas sim, na realidade cotidiana das pessoas, nos modos de como as pessoas agem pra resolução de um determinado problema, enfim, a todos afazeres que dizem respeito a nossa vida, cultura e essência.
    .
    José Mateus Francisco

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    1. Ótimo José, só senti falta da relação com o modo de vida.

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  13. Na verdade para opinar a respeito da filosofia é necessário citar os seus fundadores, dentre os quais podemos mencionar Aristóteles,Platão,Tales,Anaximandro,Aneximinis,etc.
    de acordo com o texto vi que as palavras da família filosofia surgiram apenas no século V a.c. mas o termo só foi definido pelo Platão no século VI a.c.
    Com vários tentativas feitos pelos grandes sábios na tentação de explicar a existência do mundo. o Hadot utiliza a cosmogonia para fundamentar a sua explicação da existência do mundo. Ele explicou de seguinte forma de que a cosmogonia+e destinado a conduzir um povo a memoria dos seus ancestrais e uni-lo ás forças cósmicas e as geração dos deuses. mas só que os remotos ou primeiros pensadores gregos não reconheceram essa narração e falaram da racionalidade como melhor metido para ter melhor explicação de um assunto, pois procura explicar por uma luta entre realidades viridico ou físico, mas não de uma forma mítica ou religiosa.
    Physis é considerado como regulador ou justiça tardia,de uma forma resumida podemos considerar Physis como tempo ou inicio, o desenvolvimento ou o resultado de um processo pelo qual uma coisa se constitui, o objecto da sua caracterização intelectual que se chama de investigação .
    poratanto no meu entender a cosmogonia é uma aprovação impirica não tem fundamento e a racionalidade pode ser percebido como aprovçaõ cientifica.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. continuando o raciocínio, na verdade a cosmogonia não precisa de fundamentos científicos para ser considerado verdade assim como o cientifico não precisa do fundamento mítico ou bíblico, embora hoje em dia vivemos nas sociedades onde tudo para ser verdade precisa de ter explicações, por isso considero que nós os africanos saímos derrotado nesse jogo porque tem montes de artigos para escrever, mas como não tem como fundamentar ficamos com os nossos conhecimentos sem poder transmitir para os futuros vindouros, então só porque não tenho como expor a minha ideia não significa que é verdade, então a verdade depende dos nossos olhares até os cientista divergem nas ideias contrariando uns aos outros que é um diferente como o mito que é passada as vezes de ancestral idades.

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    3. Oi Dudu, muitas coisas para debater na sua resposta. Primeiramente sugiro verificar a informação referente às datas, na verdade o termo foi definido, segundo Hadot no século IV a.C (no período antes de Cristo a contagem é decrescente. Bem, mas isso é o menos importante. Hadot não utiliza a cosmogonia para fundamentar seu pensamento, ele na verdade mostra que havia uma filosofia antes da filosofia (do surgimento dessa noção de filosofar) e que ela estava na cosmogonia. O surgimento da noção de filosofar é confundindo com o surgimento da teorização descolada do modo de vida e é contra isso que Hadot se opõe. Além disso, considerando o texto de Kalumba sobre filosofia da sagacidade entre outras referências, discordo de sua conclusão de que "nós africanos saímos derrotados". Olha, muita coisa está mudando na produção filosófica viu? Espero que você possa participar do evento que estamos organizando para agosto "AnDanças Sultópicas", terá ocasião de quiça, mudar de ideia.

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  14. Assunto: "Impressões de leitura do prefácio do livro "O que é filosofia antiga?".

    Neste sucinto prefácio do livro “O que é a filosofia antiga?” dá para perceber que o autor, Pierre Hadot, trouxe reflexões bastante pertinentes acerca da filosofia, por exemplo: como ela surge, como foi concebida ou conceituada na antiguidade, na idade média e na era moderna.
    Hadot trabalhou seriamente na desconstrução do conceito de filosofia tomado como tradicional, onde ela acaba sendo mais teórico do que prático, segundo ele a filosofia é uma escolha de vida e uma opção existencial, ou seja, a filosofia é um modo de vida, jamais deve ser somente associada ao discurso filosófico, sendo que este, de certa forma não existe sem um modo de vida para ser discutido ou simplesmente vivido, seguido ou contemplado. Da convivência os homens criaram a sociedade, na sociedade os homens desenvolveram os hábitos, muitos dos quais não se conseguem explicar de modo teórico, mas existem, são praticados e notados, assim é a filosofia.
    Contudo o que se entende com estes excertos lidos é que precisamos estudar profundamente a filosofia e os filósofos antigos para compreender os fundamentos certos desta área do saber na nossa era. Com os esclarecimentos do autor consegue entender porquê os filósofos antigos foram tratados por mestres e os seus seguidores por discípulos, pois estes não separam a prática da teoria, tratavam-na como uma só, mais do que falar um mestre mostra como fazer fazendo, e o discípulo absorve e posteriormente externa na sua vida prática.


    DENILSON AGOSTINHO DE CARVALHO


    Assunto: "A filosofia antes da filosofia".

    Mensagem:
    Hadot conceitua cosmogonia como uma explicação da origem do mundo, porém ele a divide em duas partes: sendo que uma vai ser mítica e a outra racional. Ele diz que a preocupação com uma explicação racional do mundo começa a se dar a partir do século VI a. C., antes desta altura os filósofos explicavam o mundo através das mitologias. A passagem para o conhecimento racional se desencadeia da necessidade de entender as realidades, físicas. No século VI alguns filósofos, como Platão, já entendiam que as realidades tinham uma origem, um início, um ponto de partida, e que tudo na verdade era um processo, nada acontecia de uma outra para outra, e isso precisava ser estudado e explicado. Pois as explicações míticas nesta altura já não satisfaziam, daí a necessidade de recorrer à physis, que era a maneira mais aceitável na neste tempo para explicar a natureza das coisas e o processo a que cada coisa ou realidade estava sujeito.
    Segundo Hadot a filosofia é uma escolha de vida e uma opção existencial, ou seja, a filosofia é um modo de vida, jamais deve ser somente associada ao discurso filosófico. Não me surpreende o fato de alguns estudiosos considerados filósofos hoje não terem sido considerados filósofos na época em que desenvolveram seus trabalhos, entendo, pois, que os movimentos surgem primeiro como hábitos, práticos ou teóricos, de um determinado povo ou lugar, e mais para frente surge denominações para os mesmos. A filosofia não se faz apenas, ela se vive, ao mesmo tempo que se está fazendo. Os estudiosos como Pitágoras e Heráclito apesar de não terem conhecido a palavra filosofia foram homens que dedicaram suas vidas aos seus trabalhos, viviam o que estudavam, são homens que se os separarmos dos seus estudos não resta nada interessante em suas vidas para estuda-los, ou seja, mesmo tendo vivido longe do surgimento da noção de filosofar suas vidas já eram filosofias.

    Autor(a): DENILSON AGOSTINHO DE CARVALHO

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    1. Muito boa resposta! Dudu, dê uma olhada aqui! Só também um ajuste quanto à data: século IV.

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  15. SEGUNDA QUESTÃO.

    A minha resposta relativamente a esta segunda questão,que diz o que é cosmogonia e como em sua concepção,si daí a passagem para o conhecimento racional por meio da discussão sobre PHYSIS,na minha visão ou seja o meu entender é que a cosmogonia é qualquer coisa relacionado a existência ou seja origem,também posso dizer que a cosmogonia é a especulação sobre a origem e formação do mundo que se encontra em muitos mitos religiosos e refere-se ao estudo determinados objectos ou sistema astrofísicos,e é mais usada em referencia a origem do universo o sistema solar ou sistema terra-lua.E na minha concepção cosmogonia surge como um ramo da filosofia que procura explicar a composição do universo e sua estrutura e evolução,porem antes da natureza evolução da filosofia para um campo de conhecimento próprio,o filosofo era um individuo que pensava a respeito de muitas coisas,diferente do pensamento filosófico de hoje,que se concentra em estudar a própria filosofia e não mais a ter um pensamento generalista.Isto é a minha resposta ou seja a minha concepção relativamente sobre esta temática de segundo forum.

    PRIMEIRA QUESTÃO.

    Relativamente a primeira questão,o que é a filosofia antiga e como entendemos dessa proposta de pensar que o modo da vida é uma possibilidade para definir o fazer filosófico em uma certa oposição a teoria. Resposta.no meu entender sobre esta questão é a filosofia como modo de vida é constituída por uma diversidade proposta uma certa forma de fazer pensar a si mesmo a possibilidade de cada pessoa definir como pretende viver a sua própria vida,mas como forma de pensar é construir a própria existência,partir dessa incursão a possibilidade de reinterpretar no entanto muitas outras questão com frequência,mostra-se uma oposição,também é uma concepção filosófica que o faz convertesse a si mesmo,os quais concebem a filosofia como um modo de pensar.Isto é a minha analise ou seja a minha reflexão relativamente a primeira questão.
    De Ido Mário Carinton

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  16. reflexao sobre o livro de pierre HADOT

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    1. ok! boa resposta, faltou aprofundar cosmogonia apenas.

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  17. 1º Proposta:
    O tom geral do texto de Hadot se dá em torno de um trecho da citação que o mesmo faz a Kant quando este diz que: “Mas hoje se toma por sonhador aquele que vive de acordo com o que ensina” e também na frase de Thoreau “Há em nossos tempos professores de filosofia, mas não filósofos”. O prefácio trata de como a filosofia se perdeu na sua essência e como hoje se trabalha a filosofia de maneira equivocada e descolada da realidade de como era no seu nascimento. O autor trata da filosofia antiga e aponta que hoje os estudantes e estudiosos da filosofia a veem como um modo criar um sistema para explicar o universo ou discutir uma linguagem. A partir disso se extrairiam consequências que influenciariam na escolha do modo de vida por seu criador e seus discípulos.
    O autor entende que o modo de vida deve ser analisado sobre outra perspectiva, como raiz de onde se extrai a reflexão sobre o mundo e não o contrário. É a partir deste que se decide até onde vai a doutrina e o modo como ensina-la. E o fazer filosófico exige uma conversão do sujeito e dos seus alunos. Esse “fazer” então viria como uma forma de justificar esse modo de vida. A construção do caminho lógico que ergueria a árvore do sistema filosófico teria sua raiz no modo de vida. Assim este “viver” seria tanto o meio quanto a expressão da filosofia o que também definiria o discurso daquele que o faz. É interessante que nesse trecho o autor faz uma inversão que, ao meu ver é o verdadeiro sentido da construção de conhecimento. O conhecimento sempre é construído partindo da prática para a partir disso justifica-las. Mas é importante destacar que a prática, apesar de iniciar o processo de razão, é refinado pela teoria quando esta se mostra inconsistente.
    Diferentemente do que se pensa, a sabedoria não é alcançada quando do silenciamento do discurso, visto que é possível ter pensamento, mesmo que rudimentar, sem que haja linguagem. Em verdade o discurso é indissociável do modo de vida que junto ao discurso tende a sabedoria sem, no entendo, alcança-la. Aqui um pequeno ponto que notei foi que o autor não conceitua sabedoria, se detendo a dizer que ela está distante da filosofia. Porém é importante ter conceitos antes de afirmar que um está distante do outro para que o leitor possa pensar criticamente sobre se essa afirmação é verídica. Creio que o autor vá conceituar “sabedoria” no decorrer do livro, portanto, é um comentário detido ao prefácio.
    Neste momento enxergo um contrassenso do autor ao afirmar que a linguagem está separada do processo cognitivo. Sobretudo quando o mesmo cita estudos clínicos. Porque já é pacífico que os processos cognitivos da espécie humana se desenvolvem exponencialmente com o surgimento da linguagem. Sem falar que o mesmo afirma que a própria filosofia não pode ser feita de maneira isolada, solitária. Ou seja, para se fazer filosofia é necessário contato com outro e este contato só é possível por meio da linguagem.
    Por fim o autor estabelece que tanto o discurso possui um lado prático, quanto o modo de vida possui um lado teorético tendo entre si uma relação extremamente complexa e indissociável. Dessa forma não seria possível separá-los como opostos como comumente é feito na tradição de ensino e incutido na mente dos estudantes.
    O discurso tem um aspecto prático e o modo de vida tem um lado teorético, contemplativo, reflexivo, portanto, como um átomo que se comporta como onda e como partícula, embora pareçam fundamentalmente diferentes, estão numa relação complexa e indissociável um do outro.

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    1. Boa sua resposta Michele, só não entendi a afirmação: "Neste momento enxergo um contrassenso do autor ao afirmar que a linguagem está separada do processo cognitivo. Sobretudo quando o mesmo cita estudos clínicos. Porque já é pacífico que os processos cognitivos da espécie humana se desenvolvem exponencialmente com o surgimento da linguagem."

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  18. 2º Proposta
    Com o surgimento da democracia, Atenas passou a contar com um fluxo de intelectuais gregos que a buscavam como local para produção de conhecimento. Traziam consigo ideias que ali não eram tão conhecidas. Essas formas de pensamento tinha um caráter de ruptura com a tradição grega de explicar o mundo por meio dos mitos: lutas épicas entre elementos ou deuses que resultavam na história e tradição grega. Não, esses novos pensadores buscavam teorias racionais de mundo, a cosmogonia, que pode ser entendida como uma forma de explicar o mundo de maneira argumentativa e que faça sentido a todos seguindo uma lógica, um sentido. Essa luta entre realidades é chamada Physis, que em sua origem significa ao mesmo tempo origem, transformação e resultado produzido por transformações.
    Notei em minhas leituras que o texto fala muito na atividade da filosofia, marcadamente na frase “Essa atividade (filosofia) engloba tudo o que se refere à cultura intelectual e geral” se referindo ao amor pela sabedoria, pela beleza, pela música. Ou seja, a filosofia não era apenas um modo reflexivo marcado no discurso dos ilustres ou instruídos. Era, sobretudo, parte essencial da cultura local ateniense. Ou seja, o modo de vida ateniense é fundamental para o desenvolvimento dos primeiros sistemas filosóficos que conquistaram o mundo.

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    1. Boa resposta também, senti falta apenas de definir melhor cosmogonia.

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  19. A definição platônica da filosofia e seus descendentes.

    Segundo o texto, certas questões sobre virtudes , não se faz suficiente especular , e sim é necessário por em prática, pois nos dias atuais muita gente ensina , mas não sabe colocar em prática , pois nos dias atuais muita gente ensina , mas não sabe colocar em prática aquilo que é dito , e para isso acontecer começa através do nosso pensamento, e desejo , pois atraímos aquilo que pensamos.
    Para compreender as coisas é necessário vê-la em quanto se desenvolvem, segundo Aristóteles.
    A filosofia é um fenómeno histórico que teve início no tempo e evolui até do dias de hoje , porém há uma diferença grande entre a filosofia que os antigos faziam e a representação que se faz habitualmente nos dias atuais.

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  20. NOME:DUDU PEREIRA
    NA VERDADE AO FALAR DO SURGIMENTO DA FILOSOFIA É NECESSÁRIO FALAR DOS FUNDADORES QUE SÃO:PLATÃO ARISTOTELES E OUTROS PODEMOS TAMBÉM FALAR DOS IRMÃOS DE MILETO, TALES ,ANEXIMANDRO E ANEXIMINES.
    VIMOS QUE AS PALAVRAS DA FAMILIA FILOSOFIA SURGIRAM APENAS NO SECULO V a.c. E O TERMO SÓ FOI DEFINIDO PELO PLATÃO NO SECULO VI a.c.
    COM VARIOS TENTATIVA FEITA SOBRE A EXPLICAÇÃO DO UNIVERSO PELO GRANDES SABIOS O HADOT UTILIZA A COSMOGONIAS PARA TENTAR EXPLICAR A EXISTÊNCIA DO MUNDO E DISSE QUE A COSMOGONIA É DESTINADO A CONDUZIR UM POVO A MEMORIA DOS SEUS ANCESTRAIS E UNI-LO ÁS FORÇAS COSMICAA E AS GERAÇÃO DOS DEUSES, MAS SÓ QUE OS ANTIGOS OU PRIMEIROS PENSADORES GREGO NÃO RECONHECERAM ESSA NARRAÇÃO E ELES FALARAM DA RACIONALIDADE COMO MELHOR FORMA DE EXPLICAR UMA COISA,POIS PROCURA EXPLICAR NÃO POR UMA COISA MITICA OU RELIGIOSA MAS POR UMA LUTA ENTRE REALIDADES VIRIDICOS OU FISÍCO .
    E PHYSIS É CONCIDERADO COMO REGULADOR OU JUSTIÇA TARDIA MAS QUE CHEGA NUMA FORMA BEM SIMPLIFICADA PODEMOS CONCIDERAR PHYSIS COMO TEMPO OU INICIO, O DESENVOLVIMENTO OU O RESULTADO DE UM PROCESSOPELO QUAL UMA COISA SE CONSTITUI, O OBJETO DA SUA CARATERIZAÇÃO INTELETUAL QUE SE DENOMINA DEINVESTIGAÇÃO.PORTANTO ENTENDO QUE A COSMOGONIA É UMA DESCRIÇÃO SEM JUSTIFICAÇÃO TÉM UMA RELAÇÃO PROFUNDA COM BIBLIA, MAS NÃO TEM FUNDAMENTO E A RACIONALIDADE TEM HAVER COM FATOS REAIS FISICO E TEM COMO COMPROVAR E EXPLICAR.

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  21. DISCENTE: MARIA APARECIDA OLIVEIRA NASCIMENTO ALMEIDA

    Considerando o contexto da filosofia antes da filosofia, para os gregos havia um modelo de pesnsamentos e práticas que fazia sentido em formar e educar, e que eles denominavam de paideia. Vale pontuar que a classe dos nobres tinha o zelo e preocupação pela educação dos seus jovens, acreditando que mais tarde eles teriam a nobreza de alma dos filosofos, o que consistia em: desenvolvimento de exercícios corporais, ginástica e música.

    Quanto a compreensão a respeito da cosmogonia, destaco que a mesma pode ser compreendida como parte da mitologia, na qual as sociedades humanas quando começam a se formar, fazem a tentativa de explicar o que é esse mundo em que elas vivem, e pra explicar elas criam mitos de origem ou mitos de criação. São histórias para tentar mostrar qual é a razão da existência e de onde vieram. Nesse sentido destaco a evolução ou passagem da cosmogonia para "Physis" que representa a origem, a investigação ou a história e é uma forma de pensamento utilizado pelos primeiros filosofos para designar a ordem, é uma visão mais racional.

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    1. Ok Cida, faltou aprofundar da discussão sobre filosofia como de vida.

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  22. Primeiro fórum.


    Não se trata de opor ou separar, de um lado, a filosofia como modo de vida e, de outro um discurso filosófico que será, de algum modo exterior a filosofia. Ao contrário trata-se de mostrar que o discurso filosófico participa do modo de vida. Mas em contrapartida é necessário reconhecer que a escolha de vida do filósofo determina seu discurso. Isso nos leva a dizer que não se pode considerar os discursos filosóficos realidades existentes em si e por si mesmas e estudar a estrutura independentemente do filósofo que desenvolveu. Ou seja o modo de vida ajudar a definir o fazer filosófico.

    Carolina da Silva.

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  23. Resposta do 2 fórum:

    Em relação ao texto de Hadot é possível compreender que o autor tenta explicar a filosofia a partir dos primeiros filósofos da Grécia a exemplo de Platão, Aristóteles e outros que surgiram depois destes. Para Hadot, esses pensadores tinham como objetivo propor explicações racionais acerca das coisas do mundo para o mundo distanciando-se das teorias tidas como cosmogonia oriundas de convicções míticas que estavam relacionadas às ações cósmicas e aos deuses. Entretanto, apesar de buscarem explicações racionais sobre as coisas, os mesmos mantinham como base estrutural para suas teorias as cosmogonia mítica propondo uma nova teoria sobre a origem do mundo e do homem composta pela ideia da physis responsável por explicar o processo de início, meio e resultado pelas quais as coisas se constituem no universo.

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  24. 1- resposta.

    o principio da cosmogonia, se dá pelo principio de origem, como a criação do universo, do homem, e oque tange a nossa vida, pelo principio bíblico, se deu através de uma criação divina, por outro lado, no sentido físico a teorias que se sustenta de forma de que houve um explosão de energias, como o caso do big bang, na qual obteve uma criação, na qual se procura explicar a a origem do astros, do universo e do homem, como se dá essa passagem de um ser racional, por em pratica aquilo que sabe, como um mode vida a ser seguido

    2 resposta -
    A filosofia como um modo de vida é, você por em pratica aquilo que faz parte do seu discurso, filosófico, aplicar na sua vida, não há como existe uma teoria, sem a pratica, a nossa vida é feitas de sonhos e utopias, e em coisas que acreditamos e lutamos, mais muitas vezes ficamos na teoria e esquecemos de por na práxis aquilo, que nos sabemos o nosso saber filosófico, fica muito no campo das ideias, creio que o maior desafio é você aplicar, oque se pensa em suas praticas do dia a dia.

    Anderson Carvalho

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  25. Este comentário foi removido pelo autor.

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  26. no prefácio o autor nos traz a noção da filosofia como modo de vida porque a mesma é também um meio de expressão e a filosofia é, antes de tudo, uma forma de viver. a filosofia não é simplesmente um exercício intelecual, mas é também um conjunto de práticas. ela é senão o exercício preparatório à sabedoria, mas que está estreitamente ligada ao fazer filosófico.
    na expressão "exercício espiritual" a importância recai no primeiro termo como algo físico, biológico e corporal do termo. é neste sentido que Hadot afirma: “compreende-se bem que uma filosofia, como o estoicismo, que exige vigilância, energia, tensão de
    alma, consiste essencialmente em exercícios espirituais”

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  27. BLOGG: filosofia como teoria e modo de vida

    Ao começar opinar sobre o filme e texto é importante ter uma noção do que estamos a tratar como ele se define. A antropofágica era pratica da rituais esotéricos ( é o nome genérico que evidencia um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões - ou mesmo das Fraternidades Iniciáticas - que buscam transmitir um rol acerca de determinados assuntos que dizem respeito a aspectos da natureza da vida que estão subtilmente ocultos.)como forma de quem come incorporar as qualidades do indivíduo que é comido, como a bravura e a coragem de um guerreiro derrotado. para os antropofágico não existe um Deus soberano para eles o Deus é aquele que resolve as suas necessidade em tempo real para eles ficar sem roupa não significa nada,se vejamos quando o personagem principal está a ser entrevistado no carro e disse para o entrevistador que se na antiga Grécia as pessoas ficavam sem roupa não tem nenhuma problema porquê que se um antropofágica fica da mesmo forma pode constituir problema ai podemos entender que talvez é porque a Grécia faz parte da Europa ou porque os antropófagos vivem na floresta, sem se pensar que cada povo tem a sua cultura, por que se eles imaginavam que nenhuma cultura é comum ou igual, talvez não iriam fazer essa questão, os antropófagos na manifestação antropófago não conseguem sentir vergonha de de ninguém por que estão a mostrar aquilo que é cultura deles podemos ver na entrevista feita com aquela mulher que ao dançar tira a roupa de corpo e fica nua a dançando perante público e foi perguntada por uma jornalista no momento por que ela tirou a roupa do corpo e ela disse que ela sentiu-se bem por isso ela tirou a roupa e disse para jornalista que ficou bastante feliz quando estava sem roupa, o que me passava na mente é que como elas ficam sem roupa no corpo como é o processo sexual deles? Imagina sem roupa no corpo, só para ressaltar uma parte para declarar que a carne comida por eles é com a ideia de que eles vão herdar o pude-riu do tal falecido isso é uma das mais forte razão que leva eles a comeram carne do humano. .Segundo ANDRADE,(1928) ‘‘Só a antropofágica nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente’’. com isso pode-se notar que a antropofágica pode ser considerado um elo de união o que me marcava no filme foi quando eles estão a cantar em direção a parede e a musica era essa furar parede furar a parede com uma certa união abrindo buraco na parede isto já mostra um sinal de união entre os antropofágicos. Ainda ele vem dizendo-só me interessa o que não é meu. Lei do homem lei do antropofágicos. Os antropofágicos nunca foram catequizado por que foram excluído da sociedade. Na fala dele nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador de império. Fingindo de pitt. Ou figurando-nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos português. Enfim o filme e o texto de Oswold permite fazer uma análise sobre a vida dos antropofágicos e também associando eles facilita mais na compressão do qual é os Objectivos deles, com isso pode-se perceber que o maior objectivo deles é não deixar perder a cultura deles e as potências dos mortos.

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  28. Tendo em vista que cosmogonia é a teoria da formação do universo, onde todos os pensadores como Platão, Aristóteles, Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímeses, apresentam um fundamento racional da criação do mundo, do Homem, do povo, pois como Hadot descreve "já existiam cosmogonias antes deles, no Oriente Médio e também na Grécia Arcaica, mas elas eram de tipo mítico, isto é, descreviam a história do mundo como uma luta entre entidades personificadas."
    Essa teoria cosmogônica é racional,porque procura explicar a realidade da criação do mundo por meio de conceitos, explicava a origem da natureza pela existência de um ou alguns elementos naturais, a Physis que é uma palavra grega e se fundamenta no contexto dos primeiros filósofos, o conjunto de todas as coisas naturais que existem, logo Hadot afirma que "as teorias racionais, em toda a tradição filosófica grega, serão influenciadas por esse esquema cosmogônico original.
    Sendo assim, para Platão o original é a alma, logo a criação do mundo não se fundamenta mais da explicação da physis, pois o modo evolucionista é substituído pelo método criacionista onde o senso da alma e a é exposta como anterior a tudo.

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    1. Certo Joseane, mas faltou discutir a noção de modo de vida, nessa relação com a filosofia.

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  29. Filosofia como modo de vida

    No presente prefácio o autor nos leva a analisar a relação entre filosofia e modo de vida, o discurso filosófico faz parte de uma estrutura inerente a ele, está inserido em uma construção social conseqüentemente reverberando no seu modo de vida. È impossível analisar um comportamento de um filosofo sem inserir seu discurso, a partir de uma expectativa de Platão e Sócrates, diferentemente de Aristóteles que acredita na filosofia teorética, na qual gozamos da nossa felicidade sem necessariamente existir uma relação entre discurso e modo de vida.

    Discente; Nivea Matias

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