segunda-feira, 3 de outubro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Oficina: Antropologia teatral, Nudez e America Latina
O arco simbólico que liga a importância da política que vislumbramos hoje e o corpo começou a tomar força nos anos 60, e agora é uma realidade que não permite separar os dois, o ator precisa tomar consciência das possibilidades do seu corpo, mas precisa também entender claramente dos dispositivos que o moldam na rua, nas instituições e nas relações sociais.
A Antropologia Teatral, surgida nos anos 60 com Odin Teatret, foi por muito tempo o condutor do pensamento corporal/político do teatro de grupo, e teve muita influência na América Latina. Somos herdeiros dessa influência. Mas como bons praticantes da antropofagia, “comemos a proposta do grupo Dinamarquês/Italiano/Polonês para dentro de nosso corpo social/carnal/simbólico e poético para transformar em práticas que mais nos apetecem para nosso tempo, nosso lugar e nossa história.
O trabalho que o grupo peruano Yuyachikani desenvolveu e ainda desenvolve representa muito bem as ligações entre o legado do pensamento da antropologia teatral e a transformação deste pensamento na busca de um teatro política e esteticamente vinculado à América Latina.
Partindo deste contexto, a proposta prática seria explorar aspectos pessoais e políticos, partindo de experiências ainda latentes no corpo dos participantes. Para isso o resgate de memórias através de textos, imagens e memórias.
A proposta deste encontro pode se desenvolver tanto na prática, com exercícios cênicos, como através de um debate, ou ainda, contemplar as duas metodologias.
Oficina ministrada por Lara Matos (Atriz, produtora do grupo Experiência Subterrânea, doutoranda em Teatro pelo PPGT- Udesc
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Arte contemporânea - relatório trabalho
Na aula da semana passada (07/10) assistimos ao filme "O poder da arte - Van Gogh", documentário da BBC, solicitei aos presentes que fizessem um relatório do filme, levando em conta o texto do Gombrich sobre o mesmo artista, no capítulo "26. Em busca de novos padrões". Considerem as rupturas propostas por essa geração de artistas em relação a tradição que resultou no renascentismo.
Vale nota! Não deixem a atividade acumular!
O filme pode ser visto on-line aqui: https://www.youtube.com/watch?v=EGfgLMg36Yc
Abraços!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
UNILAB - avaliação
Na primeira postagem que faço especialmente para vocês quero falar das avaliações:
ARTE CONTEMPORÂNEA:
Avaliação principal: texto em forma de artigo, análise e/ou comentário acerca de uma obra, artista, movimento escolhido pelos alunos. O artigo deverá ser entregue em forma impressa até o dia 04/11 e posteriormente apresentado numa roda de discussão com a turma que será aberta a comunidade da Unilab. O texto e sua apresentação comporão a primeira nota a ser avaliada.
Avaliações secundárias: serão solicitadas ao longo do trimestre relatórios de leituras e/ou visitas a serem agendadas que juntas, comporão a segunda nota a ser avaliada.
A nota final será obtida da média aritmética das duas notas.
ESTUDOS DE ESTÉTICA DO TEATRO:
Avaliação principal: artigo sobre o texto "Otelo" de Shakespeare a ser entregue até dia 06/11 e a ser apresentado numa roda de conversa sobre "As controvérsias raciais em Otelo".
Avaliações secundárias: serão solicitadas ao longo do trimestre relatórios de leituras e/ou visitas a serem agendadas que juntas, comporão a segunda nota a ser avaliada.
Qualquer dúvida me contatem!
;)
domingo, 13 de junho de 2010
retomando as atividades com novidades!
Novidades quentes:
Na quarta-feira a professora Cláudia me pediu para substituí-la e liberou a escolha do tema para a aula, então, como já podem imaginar, eu falarei sobre ontologia e fenomenologia. Exporei de modo breve a concepção husserliana desta disciplina e depois os encaminhamentos merleau-pontyanos (se tempo houver, obviamente...). Salve-se quem puder!
Quanto ao trio, o casal teve a feliz idéia de passarmos a nos reunirmos no parque do Córrego Grande (xii esqueci o nome). Já ensaiamos semana passada e a aprovamos por uninaminidade. Assim, sempre que o tempo estiver bom discutiremos sobre a noção de corpo ao modo peripatético, tomando mate e comendo pão de queijo na companhia de gralhas azuis, galinhas d'angolas, jacarés, criancinhas cantantes, etc. (já acima colocarei uma amostra!). Se o tempo não ajudar, então nos encerraremos no cubículo NIM mesmo :(... À exceção de amanhã, em que ele será ocupado pelos professores que compõe a banca do concurso, a partir das 14hs, se bem que tempo estará lindo e este adendo certamente terá sido desnecessário! E a bruxa deve estar solta por aí, pois eu também sou responsável pela nossa discussão desta semana que será sobre o capítulo "IV. A síntese do corpo próprio". Depois postarei aqui minhas impressões.
Piscadinhas
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Aviso importante
Abraços a todos,
domingo, 23 de maio de 2010
Sobre as relações entre o psíquico e fisiológico ou entre consciência e mundo...
Já esclareço a razão desta afirmação, antes, permitam-me situá-los e cumprimentá-los adequadamente. Primeiramente, olá! Um aviso importante, o grupo “Fenomenologia da percepção” voltou a ser semanal e nos reunimos todas as segundas no mesmo horário e local. Bem, quase um mês depois quero continuar a saldar minha dívida com este espaço, nós já discutimos o segundo capítulo (“A experiência do corpo e a fisiologia clássica”) conduzidos pelo senhor Otávio e agora já há uns três encontros a flamenca Cláudia nos dirige na tentativa de compreensão do árduo terceiro capítulo (“A espacialidade do corpo próprio e a motricidade”).
Agora sim, retornemos ao primeiro capítulo! Bem, apesar do título “O corpo como objeto e a fisiologia mecanicista”, Merleau-Ponty, num raro momento afirmativo, pouco fala da concepção fisiológica de corpo e nos brinda com uma longa exposição sobre como ele entende ser possível, a partir de uma nova concepção de corporeidade, que se estabeleçam as relações entre o psíquico e o fisiológico. Talvez porque, como de costume, o autor entenda que o leitor já conheça o seu interlocutor, neste caso, adivinhem quem é: ele mesmo na sua obra “A estrutura do comportamento”. Nesta, ele já se deu ao trabalho de evidenciar que as relações estabelecidas a partir da perspectiva fisiológica não funcionam nem mesmo dentro de seu próprio esquema, nele o comportamento (e com ele a percepção e a consciência) não se explica. Com exemplos retirados do seio deste tipo de reflexão demonstra que as relações entre estímulo e resposta não são tão constantes e objetivas como se pretende que o fossem. Tal pretensão é oriunda da tese de que os objetos se relacionam entre si como partes extra partes o que demandam traduzir a noção de organismo em linguagem do em si, para que seja compreendida. Entretanto, a análise de lesões centrais e nas vias sensoriais mostra que as excitações de um mesmo sentido dependem mais da maneira que os estímulos elementares se organizam do que do instrumento material de que se servem. Ora, o comportamento nunca consegue ser reduzido a tais relações distintas, a lesão desvela uma capacidade de adaptação inerente ao organismo acusando sua função de dar uma forma aos estímulos. Este processo não pode ser algo que ocorra em terceira pessoa e do qual o cientista consiga se afastar para ter uma visão objetiva. Fazendo uso de sua marca registrada, Merleau-Ponty vai aos casos de exceção para comprovar a insuficiência desta concepção, desta feita os exemplos eleitos são os casos de “membro fantasma” e os de anosognosia. No primeiro o paciente amputado ainda sente o membro perdido e no segundo, a deficiência de um membro faz com que ele não o sinta mais, que o recuse. Vamos nos deter no primeiro caso, dele podemos perguntar: na ausência de estímulos, como poderia haver a resposta em forma de sensação do membro? Poderíamos dizer se tratar de uma recusa em aceitar a deficiência e neste caso teríamos uma resposta meramente psicológica que, aparentemente, explicaria o fenômeno. Contudo, bem sabemos, os extremos nunca são tão diferentes quanto gostariam e também esta é uma explicação insuficiente, prova disto é que se fizermos uma secção do coto, o paciente deixa de sentir o membro amputado. Por isto, afirmei no início que o título do capítulo deveria ser outro, afinal, o esforço de Ponty aqui, diante do naufrágio destas teses, é o de encontrar um meio de estabelecer uma relação válida entre os âmbitos psíquico e físico ou fisiológico. Sem contentar-se com uma explicação mista que ainda operaria no registro da cisão entre o em si e o para si, ele nos apresenta pela primeiríssima vez (nesta obra) o conceito de ser no mundo. Para compreender esta categoria é preciso sair daquelas que se baseiam no mundo objetivo e considerar o fato de que os reflexos não são processos cegos, mas se ajustam ao sentido da situação e exprimem nossa orientação para um meio de comportamento assim como a ação do meio sobre nós, com ela, é possível ancorar a consciência num certo mundo e dar sentido aquilo que para a concepção científica é uma mera soma de reflexos. A partir deste novo fio condutor de análise os fenômenos já citados podem ser verdadeiramente compreendidos, com ela o corpo ganha duas camadas, a do corpo objetivo e a do corpo habitual. O primeiro é o que conduz o ser no mundo e lhe permite unir-se a este meio (do mundo), confundir-se com seus projetos. E ainda que seja um objeto é totalmente diferente dos demais, pois também pode ser portar como um termo não percebido e como o pivô da percepção dos outros. Ele se habitua a se relacionar e a manipular os objetos deste hábito surge a segunda camada, a do corpo habitual, é nela que podemos encontrar explicação para o membro fantasma, o doente se recusa a aceitar a amputação, pois seu corpo habitual afiança as ações do corpo objetivo o ignorando, literalmente, recalcando-o. Tal constatação, traz consigo uma nova concepção de corporeidade e da relação não só do doente, mas de toda consciência com seu corpo. Isto mesmo meus caros, eis que Merleau-Ponty compara não só a doença, mas também o próprio paradoxo do ser no mundo com o recalque psicanalítico! Diz ele que nossa existência enquanto sujeito suprime, recalca nossa existência enquanto corpo, e agimos na maioria das vezes como se fossemos absolutamente livres de necessidades (ou não sujeitos a corrupção, já liberando aqui alguma interpretação de minha parte...); contudo, o corpo nos situa na existência, e a constância entre alguns circuitos de estímulo e resposta nos insere num a priori ao qual não somos capazes de dar razão. Eis então a ambigüidade (famosa...) do ser no mundo: encarnado (literalmente) no seu corpo, por ele é situado neste mundo e ao mesmo tempo em que pode simplesmente obliterar sua existência biológica, sendo desta forma livre, nunca pode fazê-lo totalmente, pois, não só por algumas vezes ela cobra seu preço como a todo instante opera como um a priori da espécie, do qual o homem participa e que lhe determina mais decisões do que ele pode dar conta....
Ah!! Quantas reflexões podemos fazer a partir desta verdadeira enxurrada de informações! Mas, já me delonguei mais do que gostaria e imagino nem ter sido acompanhada até aqui. Despeço-me com a promessa de posts menos explicativos e mais livres sobre tantas questões instigantes! Por fim, uma pergunta que me acomete: com esta ambigüidade teria Ponty se liberado de uma explicação mista? ...
Piscadinhas,
sexta-feira, 14 de maio de 2010
novo horário e novidades para o atendimento REUNI
a partir de agora o atendimento será todas as segundas-feiras das 13h às 14h, a princípio, na sala do NIM (Núcleo de Investigações Metafísicas - sala 207 - prédio novo do CFH) e terá o formato de "Grupo de leituras em Ontologia II", a novidade é que os participantes receberão certificados no fim do semestre e poderão somar às horas extra-curriculares.
Então, até segunda!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
ampliando o horizonte: divulgação de atendimento REUNI
Sei que estou em débito com este espaço, mas logo retornarei a postar nossas impressões de leitura da "Fenô". Por agora, quero dizer que resolvi ampliar o campo de atuação deste blog e estende-lo também às minhas atividades enquanto bolsista do programa REUNI. Além de informações práticas, como horários de atendimentos, divulgação de palestras, etc., sempre que possível (e interessante também), postarei aqui dicas sobre os textos discutidos no atendimento.
Elizia Cristina Ferreira — Bolsita REUNI
ATENDIMENTO
Descrição da atividade: atendimento destinado ao curso “Ontologia II” ofertado pela professora Cláudia Drucker, mas todos os interessados poderão comparecer.
Dinâmica: leitura e discussão de textos paralelos aos trabalhados na disciplina, discussão dos temas pertinentes as avaliações e acerca de outros temas que interessem aos alunos e que fazem parte da área de atuação da bolsista (de preferência previamente agendados)
Próximo texto a ser lido: NIETZSCHE, Friedrich. Crepúsculo dos ídolos (ou como filosofar com o martelo). Seções: A “razão” na Filosofia; Como o “mundo verdadeiro” acabou por se tornar fábula, Moral como contranatureza, Os quatro grandes erros. CASA NOVA, Marco Antônio (trad.). Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2000, pp. 25-50.
Cronograma das atividades: os atendimentos serão realizados quinzenalmente, às quartas-feiras das 11h às 12h30min, na sala de Tutores do EAD (Ensino à Distância) da filosofia. Próximos encontros:
19 de maio
02, 16 e 30 de junho
14 e 28 de julho
GRUPO DE ESTUDOS: “A fenomenologia da percepção” de Merleau-Ponty
Descrição da atividade: leitura de discussão da referida obra. O grupo conta com a participação de pós-graduandos e é aberto aos graduandos que podem participar seja apenas como assistente, seja como proponente de leitura. Independente do conhecimento prévio da filosofia fenomenológica de um modo geral, todo interessado é convidado a comparecer aos encontros para tirar suas dúvidas ou aprofundar-se nesta temática.
Dinâmica: a cada encontro, um participante fica responsável por conduzir a discussão de um trecho previamente determinado. Depois de encerrado o encontro, a bolsista está disponível para atendimento aos alunos que não tem disponibilidade de comparecer pela manhã (por obséquio, avisar antecipadamente por e-mail ou me procurar no café do CED).
Cronograma das próximas: os encontros ocorrem quinzenalmente, às segundas-feiras das 14h30min às 16h, na sala do NIM.
17 e 31 de maio
14 e 28 de junho
12 e 26 de julho
Piscadinhas ;)
domingo, 4 de abril de 2010
algumas pinceladas sobre o corpo...

Já tivemos um encontro sobre o capítulo I: “O corpo como objeto e a fisiologia mecanicista” e para amanhã discutiremos “A experiência do corpo e a psicologia clássica”. Tentarei não me delongar tanto em tratar deles por aqui também!
Piscadinhas ;)
quinta-feira, 11 de março de 2010
aos alunos de "Fenomenologia e existencialismo"
segunda-feira, 8 de março de 2010
Retomando os encontros...
Um abraço e um bom ano a todos!

