segunda-feira, 15 de junho de 2015

Textos Appiah

Gentem,

os textos do Appiah também já estão no link:

https://drive.google.com/open?id=0BxWfGiQMNFHdflUzX2FRa2dPREpmV2Etem1hMFozd1c2V3lyN3BZWTduVlRVX0t3M2ZmTUU&authuser=0

Abraços

sábado, 13 de junho de 2015

Filosofia, ancestralidade e religiosidade africana e afro-brasileira

Gente querida!

Na correria não consigo nem fazer uma postagem decente! Quero avisar apenas que o texto do Appiah ficou com Bia que levaria na portal para fazer a cópia e abaixo o link para acessar os textos do Eduardo Oliveira e outros que podem nos interessar.

https://drive.google.com/folderview?id=0BxWfGiQMNFHdflUzX2FRa2dPREpmV2Etem1hMFozd1c2V3lyN3BZWTduVlRVX0t3M2ZmTUU&usp=sharing

Avisem se houver problemas!

Lembrando que semana que vem e na próxima NÃO HAVERÁ AULA.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

A mão

Carlos Drummond de Andrade

Entre o cafezal e o sonho
o garoto pinta uma estrela dourada
na parede da capela,
e nada mais resiste à mão pintora.
A mão cresce e pinta
o que não é para ser pintado mas sofrido.
A mão está sempre compondo
módul-murmurando
o que escapou à fadiga da Criação
e revê ensaios de formas
e corrige o oblíquo pelo aéreo
e semeia margaridinhas de bem-querer no baú dos vencidos
A mão cresce mais e faz
do mundo-como-se-repete o mundo que telequeremos.
A mão sabe a cor da cor
e com ela veste o nu e o invisível.
Tudo tem explicação porque tudo tem (nova) cor.
Tudo existe porque foi pintado à feição de laranja mágica
não para aplacar a sede dos companheiros,
principalmente para aguçá-la
até o limite do sentimento da terra domícilio do homem.
Entre o sonho e o cafezal
entre guerra e paz
entre mártires, ofendidos,
músicos, jangadas, pandorgas,
entre os roceiros mecanizados de Israel,
a memória de Giotto e o aroma primeiro do Brasil
entre o amor e o ofício
eis que a mão decide:
Todos os meninos, ainda os mais desgraçados,
sejam vertiginosamente felizes
como feliz é o retrato
múltiplo verde-róseo em duas gerações
da criança que balança como flor no cosmo
e torna humilde, serviçal e doméstica a mão excedente
em seu poder de encantação.
Agora há uma verdade sem angústia
mesmo no estar-angustiado.
O que era dor é flor, conhecimento
plástico do mundo.
E por assim haver disposto o essencial,
deixando o resto aos doutores de Bizâncio,
bruscamente se cala
e voa para nunca-mais
a mão infinita
a mão-de-olhos-azuis de Candido Portinari.

A certeza de Portinari: elementos para discussão do estatuto da obra de arte em Merleau-Ponty

Querides,

Vou disponibilizar para vocês, no material na rede um texto meu, ainda em fase de construção, ele traz elementos que temos discutido em sala de aula e pode ser um material de suporte no estudo para a avaliação final. Abaixo o resumo:

A certeza de Portinari: elementos para discussão do estatuto da obra de arte em Merleau-Ponty

Ao defender, em La doute de Cézanne, a tese de que a pintura, como uma genuína forma de arte, é uma operação expressiva e que a obra de Cézanne é também constituída de algum modo por sua personalidade hesitante, Merleau-Ponty assume posicionamentos interessantes no campo da filosofia da arte. Tais posturas versam sobre disputas acerca da relação entre arte e mimeses e sobre o conceito de gênio. Entendendo como sendo a tarefa do pintor, do filósofo ou do poeta, a de trazer a tona algo até então não expresso, inusitado; muito peculiarmente, o filósofo francês lhes atribui uma função genuinamente criadora. Neste trabalho será explorado como essas posições merleau-pontyanas subvertem de alguma forma as concepções clássicas de uma maneira bastante generosa para com a arte, na medida em que ele a pensa fora dos parâmetros coercitivos políticos nos quais usualmente se calcou a estética (enquanto filosofia da arte). O viés escolhido para esta reflexão será o de análise da obra do pintor brasileiro Cândido Portinari. Ele foi eleito por várias questões que vão do encontro do mesmo com o impressionismo e as vanguardas francesas, do seu posicionamento importante no modernismo brasileiro, da tarefa social que sua pintura assume, até e de modo especial à sua certeza quanto ao seu métier. O pintor de Brodósqui não hesitou em realizar a encomenda do governo brasileiro – a obra Guerra e Paz – a ser ofertada a ONU, contrariando as recomendações médicas que o proibiam de pintar por sintomas de intoxicação pelas tintas. Diante desses elementos explorarei as concepções merleau-pontyanas tendo como pano de fundo a vida e a obra desse expoente artista brasileiro.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Narrativas Poéticas

Querides, está em cartaz no Palacete das Artes em Salvador a exposição Narrativas Poéticas, chequem aqui oh. Ela está super convidativa por várias motivos, é uma mostra de arte brasileira, com ênfase no movimento modernista, o espaço do museu conta com obras de Rodin (sobre quem falamos em sala de aula) e a proposta da exposição é justamente estabelecer uma reflexão entre pintura e poesia, entre imagem e linguagem, pois os quadros são intercalados por poemas (também de importantes poetas brasileiros, entre eles Paulo Leminski e Alice Ruiz), alguns escritos outros narrados. Ela nos convida a refletir sobre o entrelaçamento entre conceitos e imagens, algo deveras importante para gente! Também a curadoria da exposição cuidou de fazer a passagem do figurativo para o abstrato, de modo que podemos nos perguntar o que significa esse paulatino abandono do desenho (que vemos com Cézanne no texto de Merleau-Ponty)...

Não fosse tudo isso, ainda o texto do catálogo da exposição é muito elucidativo e conciso sobre a história da arte e dessa disputa das artes visuais em relação às artes poéticas que discutimos em aulas anteriores. Por isso o disponibilizo para vocês e recomendo vivamente a leitura! Deliciem-se! Ele está disponível no local de sempre, nosso material na rede!

Aproveito para avisar que disponibilizarei o horário de quarta-feira das 17h às 18h para atendimento, dúvidas, conversas! Não hesitem em me procurar!

Abraços,


Di Cavalcanti - Samba

Cândido Portinari - Cafezal

Cândido Portinari - Mestiça

Manabu Mabe - Ventos Vermelhos

Manabu Mabe - Último auto-retrato






sexta-feira, 3 de abril de 2015

A arte e o mundo percebido

Querides,

Já está disponível o artigo de Merleau-Ponty "A arte e o mundo percebido" aqui oh, tá na mão, tá fácil é só aproveitar a páscoa para ler! ;)

Tivemos algumas alterações nos nossos calendários, atentem, todas as turmas, para a mudança do esquema nas próximas provas!

Abraços,

TURMA TERÇA-FEIRA
DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
24/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

03/03
UNIDADE 1
A República – Platão
10/03
UNIDADE 1
A República – Platão
17/03
AVALIAÇÃO 1
---------------------------------
24/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
31/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
07/04
UNIDADE 2
A arte e o mundo percebido – Merleau-Ponty
14/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
21/04
FERIADO
-------------------------------------
28/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
05/05
AVALIAÇÃO Unidades 2 e 3
---------------------------------------
12/05
EXAME FINAL



TURMA QUARTA-FEIRA
DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
25/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

04/03
UNIDADE 1
A República – Platão
11/03
UNIDADE 1
A República – Platão
18/03
Não teve aula
---------------------------------
25/03
AVALIAÇÃO 1
A República – Platão
01/04
UNIDADE 2
A arte e o mundo percebido – Merleau-Ponty
08/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
15/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
22/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
29/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
06/05
AVALIAÇÃO Unidades 2 e 3
-------------------------------------
13/05
EXAME FINAL





TURMA QUINTA-FEIRA

DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
26/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

05/03
UNIDADE 1
A República – Platão
12/03
UNIDADE 1
A República – Platão
19/03
AVALIAÇÃO 1
A República – Platão
26/03
UNIDADE 2
A arte e o mundo percebido – Merleau-Ponty
02/04
Ponto facultativo
----------------------------------
09/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
16/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
23/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
30/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
07/05
AVALIAÇÃO Unidades 2 e 3
----------------------------------
14/05
EXAME FINAL

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Estética e Filosofia da Arte - 2014/3

UNILAB – Universidade da integração internacional da lusofonia afro-brasileira
Instituto de Humanidades e Letras
Campus dos Malês – São Francisco do Conde - BA

Disciplina: Estética e Filosofia da arte (40 h/a)
Docente: Elizia Cristina Ferreira


Ementa:
Pensamento estético na Grécia antiga. Renascimento e surgimento da Estética como disciplina. O juízo estético, o belo e o sublime. A educação estética. A estética do idealismo alemão. As artes a partir dos conceitos de vontade e representação. A arte trágica e o niilismo. A hermenêutica da obra de arte. A Escola de Frankfurt e a crítica da indústria cultural. Estética e existência. Arte e sensação. Problematização do pós-modernismo na arte.

Objetivos gerais:
Investigar os conceitos de estética e de mimesis; como eles se gestaram no pensamento antigo, nomeadamente de Platão e Aristóteles, sendo enquadrados por um projeto político, para então avaliar as diversas rupturas encontradas na modernidade, relativas à forma, mas também ao conteúdo da obra de arte.

Objetivos específicos:

- Estabelecer uma discussão sobre o estatuto da obra de arte a partir dos pensadores elencados;

- Mapear as relações e distinções entre as concepções de arte em Platão, Merleau-Ponty e Paulo Leminski;

- Discutir sobre as concepções estéticas desenvolvidas no contexto do Brasil a partir dos indícios da obra do poeta paranaense.

Metodologia:

Aulas expositivas e dialogadas. Com o uso de recursos audiovisuais. As mídias serão usadas para gerar discussão entre os alunos e reflexão acerca do conteúdo passado.

1) A idéia de belo em Platão
- A distância entre a mimesis e a verdadeseu caráter multiforme
- Os perigos e os problemas da imitação
- A censura e o enquadramento da arte

2) A operação expressiva da arte em Merleau-Ponty
- A percepção como via de acesso à verdade;
- A obra de arte como esforço em recuperar o instante nascente do sentido das coisas;
- A operação expressiva da arte

3) O movimento estético no Brasil: modernismo, antropofagia, tropicália e Paulo Leminski
-  A concepção de arte na obra crítica e poética de Paulo Leminski
- Leitura da obra do autor dirigida: esboços para uma análise da arte e da estética brasileira e sua formação heterogênea.


Avaliação:

Serão aplicadas três avaliações escritas, uma para cada unidade do curso. A nota final será referente a média aritmética das três. As avaliações serão de caráter dissertativo e versarão sobre o conteúdo discutido em sala de aula. Espera-se que o estudante possa dissertar sobre o tema e desenvolver suas próprias reflexões a respeito.

Bibliografia Básica:

JIMENEZ, Marc. O que é estética? São Leopoldo: Unisinos, 1999.
LEMINSKI, P. Cruz e Souza – O negro branco. In: ______. Vida: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Tróstki – 4 biografias. 1ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
______. Poesia: a paixão da linguagem. In:NOVAES, A. (org) Os sentidos da paixão. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
MERLEAU-PONTY, M. A dúvida de Cézanne. Tradução Gerardo Dantas Barreto. In:______. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1975.
PLATÃO. A República. Introdução, notas e tradução: Maria Helena da Rocha Pereira. 8 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, [s.d.].
______. Sofista. In:______. Diálogos II. Tradução: Jorge Paleikat e João Cruz Costa. 1 ed. Porto Alegre, RS: Editora Globo, 1955.

Bibliografia Complementar:

ADORNO, T. W. A Teoria Estética. Tradução: Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1988.
ARISTÓTELES. Poética in Os Pensadores vol. II, tr. br. Eudoro de Souza, 1ª ed., São Paulo, Editor: Victor Civita, 1973.
CHAUÍ, Marilena. Experiência do pensamento. Ensaios sobre a obra de Merleau-Ponty. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
DRUCKER, Claudia Pellegrini. Estética. Florianópolis : FILOSOFIA/EAD/ UFSC, 2009.
DELEUZE, G. Francis Bacon, a lógica da sensação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
HEGEL, W.F. Cursos de estética I, tr.br. Marco Aurélio Werle, 2ª edição, São Paulo: EDUSP,2001.
HOLANDA, Luisa Severo Buarque de. Da autonomia mimética. Uma comparação entre a Mímesis platônica e a Mímesis aristotélica.
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Tradução de Valerio Rohden e António Marques.2ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.
LEMINSKI, P. Ensaios e anseios crípticos. Curitiba: Inventa, 2014.
______. Toda poesia. 1ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da Percepção. Tradução de Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
______. O visível e o invisível. 4 ed. Tradução: Jose Artur Gianotti e Armando Mora d’Oliveira. São Paulo: Perspectiva, [s.d].
MÜLLER, Marcos José. Reflexão estética e intencionalidade operante. Manuscrito: revista internacional de filosofia, Campinas: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), v.24, n.2, p. 125-154, out./2001.
SANTORO, Fernando. Arte no pensamento de Aristóteles

Cronograma


TURMA TERÇA-FEIRA
DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
24/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

03/03
UNIDADE 1
A República – Platão
10/03
UNIDADE 1
A República – Platão
17/03
AVALIAÇÃO 1
A República – Platão
24/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
31/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
07/04
FERADO

14/04
AVALIAÇÃO 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
21/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
28/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
05/05
AVALIAÇÃO 3
Leminski
12/05
EXAME FINAL



TURMA QUARTA-FEIRA
DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
25/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

04/03
UNIDADE 1
A República – Platão
11/03
UNIDADE 1
A República – Platão
18/03
AVALIAÇÃO 1
A República – Platão
25/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
01/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
08/04
AVALIAÇÃO 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
15/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
22/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
29/04
AVALIAÇÃO 3
Leminski
06/05
--------

13/05
EXAME FINAL


TURMA QUINTA-FEIRA

DATA
TEMA
REFERÊNCIAS
26/02
Apresentação do plano de ensino e discussão sobre o conceito de arte.

05/03
UNIDADE 1
A República – Platão
12/03
UNIDADE 1
A República – Platão
19/03
AVALIAÇÃO 1
A República – Platão
26/03
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
02/04
UNIDADE 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
09/04
AVALIAÇÃO 2
A Dúvida de Cézanne – Merleau-Ponty
16/04
UNIDADE 3
Poesia: a paixão da linguagem – Leminski
23/04
UNIDADE 3
Ensaios e anseios crípticos – Leminski
30/04
AVALIAÇÃO 3
Leminski
07/05
-------------------

14/05
EXAME FINAL