quinta-feira, 8 de maio de 2014

Kant e a antinomia do juízo de gosto


Esse é o ponto fundamental da estética kantiana, o fato do que o juízo de gosto não pode ser enquadrado

em coerções objetivas, normas cognitivas, tampouco pode ser considerado um tema de ordem privada (tal como é o agradável). Tal é o tema explicado de forma bastante clara pelo professor Pedro Costa Rego, abaixo segue os links para sua palestra a esse respeito, deixo aqui para vocês!

http://youtu.be/l8AaPND8NAA

http://youtu.be/QV6nYy2XHD0


Abaixo notas sobre a conclusão de Kant ao fazer sua "Analítica do belo"

Observação geral sobre a primeira seção da analítica
§ Gosto: Faculdade de ajuizamento de um objeto em referência à livre conformidade a leis da faculdade da imaginação;
§ Neste caso a imaginação é produtiva e espontânea, autora de formas arbitrárias de intuições possíveis;
§ Ela é conforme a leis, só o entendimento fornece leis, mas o acordo entre imaginação e entendimento é subjetivo sem concordância objetiva, pois se trata de uma conformidade a leis sem lei;
§ Juízo de gosto puro: liga imediatamente e sem consideração do uso ou de um fim complacência ou descomplacência à simples contemplação do objeto;
§ A conformidade a regras que determina é um fim com respeito ao conhecimento, mas isso não é entretenimento livre e indeterminadamente conforme a um fim no qual é a faculdade de entendimento que está a serviço da faculdade de imaginação e não o contrário;

Só onde não se encontra uma intenção pode haver o jogo livre das faculdades de representação, onde a coerção (do entendimento) é maximamente evitada, a liberdade da faculdade de imaginar é impulsionada e o gosto pode mostrar sua máxima perfeição em projetos desta faculdade.


Abraços!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O museu é a historicidade da morte...

esse e outras temas são abordados pelo o artigo do professor Furlan "Arte, linguagem e expressão na filosofia de Merleau-Ponty". O texto está realmente muito bom, trabalha com questões centrais para nossa disciplina de Arte e Cultura. Relaciona a concepção da arte em Merleau-Ponty com a situação cultural em que ela nasce, sua relação com a gestualidade do artista, retirando a discussão do paradigma da mimesis, mas sem a colocar numa idealidade ou idealismo de um dever do gênio instaurador de cultura. Enfim, finalmente lembrei de disponibilizá-lo para vocês, assim como disponibilizar a obra "Fenomenologia da percepção", para quem tiver interesse!

Abraços