terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aparência versus Realidade

Recado para os alunos de Filosofia e Ética na Engenharia! O texto que estaremos é o primeiro capítulo do livro "Problemas da filosofia" de Bertrand Russel, intitulado "Aparência e realidade". O livro completo está disponível aqui, imprimam o primeiro capítulo ou levem o material nos seus notes, ipads, etc....

Abraços!

;)


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Berimbau!

Capoeira me mandou dizer que já chegou

Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza camará
(Vinícius de Moraes)


Alunxs queridxs todxs!

Não só pela rifa, mas porque faz parte da nossa cultura e da arte que produzimos, divido um pouquinho com todos vocês...

Para quem não conhece, o berimbau  é um instrumento de corda de origem angolana. Foi trazido pelos escravos angolanos para o Brasil e aqui ele é utilizado até hoje para acompanhar e comandar o jogo da capoeira. 

A capoeira, uma luta de origem africana também que como diz o grande mestre Acordeon "chegou lá na Bahia pequenina engatinhando, foi crescendo engordando, se tornando brasileira..". Luta de libertação, foi gestada entre os escravos e traz em si a criatividade própria de quem tem como arma uma sabedoria orgânica, trazida no corpo! Eis um mundo muito rico, haveria muito que se falar sobre ele, mas vou deixar abaixo alguns vídeos que falarão melhor por mim...

"Um instrumento de uma corda só, mas que tem muita riqueza dentro dessa corda. Uma corda vários sons.." 



E aqui um jogo que eu não consegui colocar como vídeo na postagem! Foi muito emocionante, dois grandes contra-mestres do meu grupo o Cordão de Ouro... 

;)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A política de Aristóteles

Queridxs!

Percebi que o texto que disponibilizei no link para vocês não contém a obra de Aristóteles que vamos estudar. Antes constava apenas a coleção "Os pensadores" dedicada a este filósofo, com outras obras, mas não "A política". Perdoem-me o equívoco. O texto completo já está disponibilizado aqui, porém trata-se de uma tradução de fonte duvidosa. Por isso, peço que vocês se dediquem a leitura da versão presente na obra "Antologia dos textos filosóficos", aqui vocês irão encontrar (nas páginas 70 à 78) excertos de uma versão mais confiável. ok?
Recapitulando então: para a próxima aula leiam e tragam para lermos juntos as páginas 70 à 78 desta obra aqui ó!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

recado aos alunos de Estética e Crítica de Arte

Queridxs!

O texto de Platão que eu deixei no xerox não é exatamente o que iremos usar no curso, eu deixei o livro III da República, quando nos interessa mais o livro X. Perdoem-me a confusão, fazia tempo que não manejava com este assunto! O texto do Jimenez que estamos estudando tem um capítulo específico sobre o tema: "A arte na cidade", fala de outras obras do Platão também e pode ser bastante interessante!

Sexta eu deixo a versão correta!

;)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Os valores morais são fixos?

Na disciplina de Filosofia e Ética na Engenharia nós tratamos de questões fundamentais de Ética, ainda não chegamos lá nesse semestre (2013/2), mas já deixo esse vídeo aos alunos interessados em se colocar algumas questões que abordaremos, condizentes a origem dos valores morais. A pesquisadora Molly Crockett acredita que nossas disposições éticas podem ser formuladas a partir de fatos morais experimentados sob certas situações "neurológicas", isto é, de acordo com ela, nosso juízo sobre o certo e o errado varia conforme a influência de sinapses cerebrais.
Além de apresentar brevemente duas importantes correntes da ética (utilitarismo e deontologia), essa pesquisa nos incita questões sobre a relatividade ou fixidez dos valores morais. E se Molly estiver correta?
Posteriormente voltaremos a isso, apenas estou disponibilizando o link do vídeo a pedido de um aluno do semestre passado.

Ele pode ser visto aqui.

;)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pinceladas entre Ponty e Magritte ...

Não sei até que ponto a coleção da editora Civilização Brasileira sobre os artistas é a melhor fonte de interpretação de obras disponível (ao menos é ótimo ter a reprodução das imagens impressas), mas revisitando aquela dedicada ao surrealista (ou quase-surrealista?!?) René Magritte, encontrei algumas interpretações (explicações) de sua obra bem próximas (ao menos conceitualmente) da definição merleau-pontyana de obra que pincelamos entender em nosso primeiro encontro. Abaixo algumas citações sobre:

"Em meados dessa década [primeira do século XX], Magritte decide renunciar à complacência da pintura tradicional com os contrastes de cor e com as oposições de estilo para representar exatamente os objetos segundo sua fria aparência. A coluna vertebral de sua obra assenta-se sobre o achado de relações insuspeitas entre eles como fonte de efeitos poéticos, fonte essa da qual nunca se afastará ao longo de sua carreira.

Deslocar os objetos de seus locais habituais é para Magritte o recurso para gerar efeitos poéticos sobre o cotidiano:

"'Em meus quadros, os objetos situam-se em lugares onde nunca foram encontrados'. [...] Segundo suas próprias palavras, deve-se fazer com que objetos familiares 'gritem', e para isto é necessário que seja alterada a ordem de seus relacionamentos habituais"

Fazer "pensar de uma maneira distinta do habitual" seria a função da pintura na concepção de Magritte. Ele "[...] concebia a pinutura como um meio para revelar ideias e criar realidades cuja virtualidade não tem confirmação possível na experiência do cotidiano."

Para relembrar, vimos que em "A dúvida de Cézanne", Merleau-Ponty nos propõe as seguintes definições:

žA arte não é uma imitação nem por outro lado, uma fabricação segundo os votos do instinto e do bom gosto. É uma operação de expressão
Cézanne, segundo suas próprias palavras: escreve enquanto pintor o que ainda não foi pintado e o torna pintura de todo
Artista: “aquele que fixa e torna acessível aos mais humanos dos homens o espetáculo de que participam sem perceber
Obra: aquilo que nos permite “[...] Esquecermos as aparências viscosas, equívocas e, através delas, vamos direto às coisas que apresentam.
Um pintor como Cézanne, um artista, um filósofo, devem não somente criar e exprimir uma ideia, mas ainda despertar a experiências que vão enraizar em outras consciências

Eu sabia que aquela minha infame referência ao surrealismo como um possível exemplo de definição de obra de arte merleau-pontyana não havia surgido do nada! Em todo caso é um assunto muito "em aberto" para nós, afinal, essa comparação me parece tão escancaradamente explícita que quase pode chegar a ser ingênua e, ademais, nos deixa desconfortáveis em relação a outros artistas e obras que não se definem conceitualmente dessa forma (pintura conceitual é uma expressão usada no texto da coleção para se referir ao trabalho de Magritte). A vermos...

A filosofia no Camarim, 1947

As relações perigosas
Isto não é um cachimbo
O tempo ameaçador, 1931-1932



Próxima aula: O texto do Marc Jimenez para a próxima aula já está disponível no xerox do CEART. O filme: "Moça com brinco de pérola" é um bom exemplo ficcional sobre a descrição que o autor nos fornece do surgimento dos conceitos de arte e de artista (bem como de um mercado da arte). Ele pode ser visto na íntegra on-line aqui

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estética e crítica de arte

Plano em construção

sete assuntos por segundo
Ut picutra, poesis....
Horácio
   Parque que serve a pintura
a não ser quando apresenta
   precisamente a procura
daquilo que mais aparenta,
   quando ministra quarenta
enigmas vezes setenta?
(Paulo Leminski)

Ao se interpretar uma obra de arte, pelo menos dois elementos fundamentais estão em jogo: a obra e o espectador. Para que o segundo possa operar a reflexão interpretativa, supõe se já feito o trabalho crítico de identificação de um objeto como obra. O que nos permite, entretanto, dizer de um objeto que se trata de arte? E mais, quando começa a surgir a arte como aquilo que pode ser julgada/criticada?

Segundo Jimenez, o “crítico” ou o “árbitro das artes” é uma categoria que surge junto com a autonomia do artista, depois que ele deixa de ser um mero artesão (idade média) e passa ser o gênio proprietário da obra e do talento.

O nosso curso sobre Estética e Crítica de Arte começará com a leitura da obra "O que é estética?", de Marc Jimenez, para averiguarmos sua tese de quando a arte passa a ser um objeto passível de crítica. Quero com isso, estabelecer com vocês o surgimento desse tipo de posicionamento (a saber: o crítico) em relação ao objeto arte. (O texto e outros se encontra aqui)

O que constitui a crítica de arte? Para além de determinar quando há e quando não há arte, ela também supõe em algum momento alguma interpretação. A ideia é, portanto, depois desse primeiro momento de identificação do surgimento da atividade crítica, analisar também a definição de juízo de gosto e de belo de Kant, por se tratar, certamente, de um cânon para muito do que se fala em estética e crítica de arte contemporaneamente.

Posteriormente, poderemos, seguindo a perspectiva fenomenológica, estudar os critérios elencados pelo filósofo francês Maurice Merleau-Ponty em seu artigo A dúvida de Cézanne. Nele, Merleau-Ponty faz, o que poderíamos chamar de uma interpretação da pintura e do pintor, nos fornecendo elementos para identificar uma obra e um artista. Os critérios aí elencados poderão ser comparados com os da teoria da formatividade de Luigi Pareyson, que por seu turno, nos apresenta o que na sua concepção significa ler, interpretar o que quis dizer uma obra, uma vez que a classificamos com tal.


Por fim, algumas sugestões de leitura e discussão deverão seguir o caminho de avaliar a contemporânea crise na crítica de arte. Os textos ainda estão sendo coletados para esta tarefa.