domingo, 4 de abril de 2010

algumas pinceladas sobre o corpo...

Já tivemos dois encontros depois do primeiro e eu ainda não tive tempo de compartilhá-los aqui! Também deixei de avisar que os encontros passaram para as segundas-feiras (14:30h no NIM) e serão quinzenais! Estou sem crédito para tanto débito e como primeira parcela de pagamento deixo abaixo algumas linhas gerais sobre a introdução da primeira parte da “Feno”: O corpo.





Não é à toa que, antes de falar sobre o corpo Merleau-Ponty dedica algumas páginas à percepção e ao horizonte que a acompanha. A experiência é fadada a perspectivas e elas se dispõem num horizonte de possibilidades passíveis de apreensão. A percepção é, portanto, um êxtase, afinal, ela é um excesso para além do fato de que só temos das coisas, seus perfis e nada mais. Dirá o filósofo que “obcecados” pelo ser nós obliteramos o perspectivismo de nossa experiência e é aí que esquecemos que o corpo é nosso “ponto de vista” sobre o mundo e o tratamos como um objeto entre outro. O exercício dos capítulos seguintes de análise do que ele chama de “corpo objetivo” visará então fazer brotar o “corpo próprio” como o que escapa a estas determinações puramente objetivas.

Já tivemos um encontro sobre o capítulo I: “O corpo como objeto e a fisiologia mecanicista” e para amanhã discutiremos “A experiência do corpo e a psicologia clássica”. Tentarei não me delongar tanto em tratar deles por aqui também!

Piscadinhas ;)